1 de out de 2009

falando de obesidade...

A obesidade hoje é considerada uma doença e caracteriza-se pelo excesso de gordura no corpo, representando um dos grandes problemas de saúde pública no mundo inteiro.

Quase 1/3 da população mundial está acima do peso. A obesidade é medida usando uma escala chamada índice de massa corpórea ou IMC, que é calculada usando seu peso e altura (vide fórmula). Um IMC maior que 30 é considerado obesidade.

IMC = peso atual / altura² Referências: Abaixo de 18,5 = abaixo do peso Entre 18,5 e 24,9 = normal Entre 25,0 e 29,9 = sobrepeso Entre 30,0 e 34,9 = Obesidade grau 1 Entre 35,0 e 39,9 = Obesidade grau 2 40,0 ou mais = Obesidade grau 3 (Mórbida)

A obesidade não é um problema moral, não é um problema mental ou de falta de força de vontade, seu tratamento implica na redução da mortalidade de pessoas que teriam suas vidas interrompidas precocemente. Infelizmente não existe milagre que promova a perda de peso sem a colaboração e a motivação da pessoa; os sacrifícios portanto precisam ser conhecidos.

A obesidade pode aumentar o risco da pessoa desenvolver várias condições, como diabete, pressão alta, doenças do coração e algumas formas de câncer. Muitos riscos à saúde são mais altos nas pessoas obesas, e os riscos podem aumentar como o grau de aumento da obesidade. Em particular, as pessoas que ganham peso extra ao redor da cintura, ao invés de nas pernas e nas coxas, têm maior chance de ter problemas de saúde causados pela obesidade.

As pessoas ficam obesas por várias razões. Freqüentemente, vários destes fatores estão envolvidos. Algumas das razões mais comuns para obesidade são:

  • Influências genéticas — Apesar de representar um papel importante na determinação da obesidade, este é ainda um fator que a maioria da população não consegue mudar.
  • Fatores emocionais tais como:

- Perda de um ente querido, - Ruptura amorosa, - Mudança de cidade, - Perda do emprego, - Deixar de fumar, - Abandono da prática de esportes, - Devido a um “stress” pós-cirúrgico, - Após o casamento.

  • Influências fisiológicas — Este aspecto representa todas as diferenças individuais relacionadas aos hormônios determinando taxas metabólicas diferentes, o que significa que os corpos de diferentes pessoas queimam a comida de forma diferente. Pessoas com uma taxa metabólica alta podem exigir mais calorias para manter o mesmo peso corporal em relação a alguém cuja taxa metabólica é baixa.
  • Ingestão de comida e transtornos alimentares — Aqui residem as diferenças na qualidade da comida que cada pessoa ingere, especialmente as comidas que têm alto teor de gorduras e calorias. A compulsão e sua característica obsessiva pode determinar um comportamento tal que resulta em uma desordem alimentar.
  • Estilo de vida — A vida sedentária é um importante fator de risco mais de se tornar obeso. Hábitos alimentares entre as famílias são cruciais principalmente na infância e adolescência na determinação da obesidade de seus membros.
  • Progressão do peso em relação a idade — Se a pessoa manteve acima do peso na infância e na adolescência, é provável fique obesa quando se tornar adulta.
  • MedicamentosO uso de anticoncepcionais, antialérgicos, corticóides, calmantes e sedativos oferece risco adicional para a obesidade.
  • GravidezAproximadamente quinze por cento das mulheres permanecem acima do peso após cada gravidez.
  • Fatores OrgânicosAlguns tumores cerebrais como os gliomas e doenças como a esclerose tuberosa, por sua localização e tipo de lesão, podem comprometer o funcionamento do regulador de gordura (lipostato) e provocar a obesidade.

Quadro Clínico

  • Peso corporal acima da média,
  • Falta de ar,
  • Insônia (dificuldade para dormir),
  • Apnéia do sono (problema onde ocorrem interrupções da respiração durante o sono),
  • Varizes nas pernas,
  • Eczemas causados pela umidade que se acumula nas dobras da pele,
  • Colelitíase (pedras na vesícula biliar),
  • Osteoartrite, especialmente dos joelhos e dos tornozelos,
  • Tendência à pressão alta (hipertensão),
  • Níveis elevados de açúcar no sangue (tendência ao diabetes tipo II),
  • Hipercolesterolemia (colesterol e triglicérides elevados).

Diagnóstico

Atualmente a obesidade é definida pelo cálculo do índice de massa corporal (IMC) – veja tabela acima. Um IMC de 30 ou mais define obesidade.

Pessoas que concentram a maior parte de seu peso ao redor da cintura tem um risco maior de doença do coração e de diabete que as pessoas com quadris largos e coxas grossas.

A gordura corporal também pode ser calculada usando um paquímetro, um instrumento que mede a dobra da pele.

Prevenção

Para prevenir a obesidade e manter um peso corporal saudável ao longo da vida, faça uma dieta sensata e pratique exercícios regularmente. Prevenir a obesidade é importante porque depois que as células gordurosas se multiplicaram, elas não irão desaparecer espontaneamente.

Tratamento

A redução do peso é alcançada pelo consumo de menos calorias e com a prática de atividade física.

Programas estruturados e terapias para reduzir o peso incluem:

  • Modificações na dieta — Ter como objetivo a perda de peso progressiva e não muito rápida para alcançar sucesso mais definitivo e evitar o efeito sanfona; interromper o uso de bebidas alcoólicas; seguir rigorosamente as orientações de dieta do endocrinologista / nutricionista. O empenho do paciente em seguir a dieta é determinante no sucesso da perda de peso; as gorduras têm duas vezes mais calorias por grama que os carboidratos ou as proteínas. Se você cortou os carboidratos da dieta, você ainda pode precisar limitar a gordura ou optar por gorduras saudáveis.
  • Exercícios regulares — A prática de exercícios físicos moderados diariamente, tal como caminhar é quesito indispensável no controle do peso corporal. Se você mora em apartamento, exercite-se evitando o elevador e optando pelas escadas. Experimente ir para o trabalho ou para lugares não muito longes à pe ao invés de usar o carro.
  • Remédios e Ervas Naturais – Muitas pessoas confundem os benefícios das plantas medicinais na redução do peso com fórmulas e combinações perigosas que alguns inescrupulosos tem prescrito a seus pacientes. Consulte um endocrinologista antes de comprar estas fórmulas mágicas.
  • Medicamentos vendidos somente com receita médica — Estes medicamentos incluem a Sibutramina (Plenty ® e Reductil ®), o Orlistat (Xenical ®) que inibe a absorção de gordura da dieta e os derivados de anfetamina.
  • Cirurgia — Se obesidade é severa (um IMC maior que 40), os médicos podem recomendar um procedimento cirúrgico para limitar a quantidade de comida que o corpo pode digerir. A cirurgia bariátrica (nome utilizado para se definir a cirurgia para a obesidade mórbida) é o único método cientificamente comprovado que promove uma acentuada e duradoura perda de peso, reduzindo as taxas de mortalidade e resolvendo, ou pelo menos minimizando, uma série de doenças associadas à obesidade grave.

Qual médico procurar?

Procure um (a) endocrinologista se você precisa de ajuda para perder peso, ou se você tem quaisquer dos sintomas ou complicações da obesidade. Um (a) nutricionista também pode ajudar muito.

Prognóstico.

A obesidade é um problema que freqüentemente dura a vida toda. Uma vez o peso em excesso é ganho, não é fácil perdê-lo, o que se agrava com a idade do indivíduo. E uma vez a pessoa tenha perdido peso, ela terá que se esforçar para manter-se com o peso mais saudável. O tempo que se leva para alcançar a meta de peso depende do quanto a pessoa tem que perder, seu nível de atividade física e o tipo de tratamento ou programa de perda de peso que ela escolhe. As doenças associadas à obesidade freqüentemente melhoram quando a pessoa perde peso.

Algumas pessoas têm êxito em perder peso, porém outras acham difícil manter seu peso controlado por muito tempo, voltando a ganhá-lo e retornando à condição anterior. Aqueles que se mantém dentro do peso recomendado gozam de grande benefício em sua saúde.

Texto de Dr. Mario César Prudente Leite, consultor do Hospital Policlin

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fonte: www.como-emagrecer.com/calculo-de-imc.html

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